O terror Israelense sempre foi um pilar essencial na sustentação da política sionista para alcançar seus objetivos. Desde a criação de Israel como estado o terrorismo sionista foi praticado contra o povo palestino, os outros povos Árabes vizinhos, ou contra qualquer pessoa ou órgão que contrarie estes objetivos injustos e ilegais. Este terrorismo sempre foi sistemático, organizado, estudado de todos os ângulos e cometido a sangue frio pelas organizações terroristas judaicas desde 1948 e pelo próprio estado de Israel após da sua criação.

Assassinatos coletivos, ódio, medo e descaso com todo GOYIN (nao judeu em hebraico), terror de todas as formas, nao eram apenas uma prática para expulsar os palestinos da suas terras e criar um estado, eram uma parte importante ideologia sionista.

Sionismo e terrorismo são as duas faces de uma mesma realidade. O movimento sionista considera que o terrorismo é um método eficaz para atingir seu objetivo de expulsar o Povo Palestino e tomar suas terras, instalando seu estado as custas do sofrimento deste povo, espalhando a maior mentira do século: “um povo sem terra para uma terra sem povo”. Nas palavras de BEN GURION, primeiro ministro de Israel em 1948: “Este estado vai começar pequeno porém forte e crescerá com a explosão demográfica proveniente da imigração, com a implantação de colônias e confisco de terras árabes, semeando medo e pânico entre eles”.
Por mais de meio século as chacinas coletivas foram mais do que um exemplo claro praticado pelos demônios sionistas contra o povo palestino. Exemplos de DER YASSIN, QUIBIA, GAZA LOD, NAHALEEN, KOFOR KASEM, SABRA E CHATILA, AIN EL HELWA QANA e JENIN.

Não há em Israel nenhuma organização que participe do poder sem Ter um passado desumano, assim como não há nenhuma instituição ou organização que não acredite que a única solução viável do ponto de vista deles seja a expulsão ou a limpeza étnica. As raízes do terror está profundamente arraigada na consciência ideológica sionista.

Após da criação do estado de Israel em 1948, o primeiro Ministro Davi Ben Gurion chamou os dirigentes destas organizações terroristas, HAGANA, gangue STERN e IRGUN e pediu a criação de uma unidade especial para serviços sujos. Foi então criada a unidade 101 com um único objetivo: semear medo e pânico nos árabes. Esta unidade era chefiada pôr Ariel Sharon, um maníaco sem pena nem piedade, com uma sede insaciável de sangue e massacres. O mesmo Ariel Sharon que está hoje no comando do governo israelense. Ele inaugurou seu conhecimento e sua prática na sua primeira chacina de grandes proporções, num vilarejo pequeno de 1500 pessoas chamado QUIBIA em 14 de novembro de 1953. Mandou 600 soldados bem armados cercar o vilarejo para dificultar qualquer socorro pelos vizinhos, enquanto ordenou a artilharia pesada de longo alcance a atirar sem piedade. Ordenou a penetração de unidade de engenharia militar dentro do vilarejo dinamitando o resto das casas que não foram atingidos pela artilharia, destruindo 56 casas, a mesquita do vilarejo, a caixa de água que alimentava a população e a escola primária. Matou 67 civeis que não sabiam usar nenhuma arma.

Após 30 anos o mesmo sanguinário assassino atacou o Líbano. Cercou Beirute durante 80 dias. Após a saída dos militantes palestinos do Líbano, apoiados no acordo tratado com Felipe Habib, enviado norte americano que deu garantias a vida dos civis que ficam no Líbano. Sharon, sedento de sangue e entrou nos dois campos de refugiados de SABRA e CHATILA. Tinha ficado nos campos apenas os velhos, mulheres e as crianças. Era um convite irresistível para a matança pois não haveria resistência nenhuma. Durante três dias Sharon e seus aliados ficaram livre para derrajar sangue inocente em um campo sem resistência. Conseguiram matar cerca de 3000 palestinos desarmados, velhos mulheres e crianças, que tinham garantias de vida do mediador americano Felipe Habib. Sharon, com suas qualidades de terrorista nato e sanguinário, está agora no comando do governo de Israel, com o apoio de uma sociedade totalmente canalizada para o terror. Tem igualmente o apoio do terrorista maior, seu mestre George W. Bush, para aniquilar com o povo palestino.

Um testemunha do meio sionista narra seu depoimento sobre sua atuação nos territórios ocupados. O Capitão HAVIV, que serviu muito tempo na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, faz um balanço das atitudes do exercito sionista: “Em nome do Estado de Israel persegui vários jovens palestinos que jogavam pedras e gritavam palavras de ordem pedindo liberdade. Matei alguns e feri muitos, patrulhei as ruas dos campos de refugiados, fiz abrir portas de madrugada. Arrancava pessoas de suas camas para fazê-las apagar frases pintadas nos muros. Abri fogo contra os que protestavam, transferi pessoas algemadas”. O oficial HAVIV concluiu que: “Construímos cem colônias, implantamos 200 mil colonos no meio dos palestinos só para manter choques eternos. Perdemos soldados e crianças, tudo em nome do Estado de Israel. Durante 35 anos, a bandeira negra de ódio tremulava sobre nós e fingíamos não enxergar nada do que fizemos. “Quero um acordo, mas primeiro eles têm que ser derrotados porque assim deixam de pensar que podem impor um acordo a Israel que Israel não queira … Temos que provocar pesadas perdas.

A forma mais atual e sucinta para descrever a política externa americana no Oriente Médio pode ser resumida pela carta de Colin Powell: “Deixe-os sangrar”. É claro que ele estava se referindo aos israelenses e palestinos. Entende-se que a política seja para abrandar os dois lados, para deixar que os dois lados sofram bastante, porque assim eles serão mais flexíveis. Nem sempre a flexibilidade foi marca registrada dos israelenses. Israel nunca foi flexível até aumentar a contagem de corpos.

O Líbano provou este ponto. A recente escalada na contagem de corpos está começando a preocupar os funcionários dos Estados Unidos. O ciclo de violência e contra-violência não dá mostras de arrefecer. Mas, a preocupação dos funcionários americanos não é suficientemente grande a ponto de determinar uma mudança dramática na política … ainda. Portanto, a política operativa permanece: “Deixe-os sangrar. Para os americanos, o sentimento inquietante que surge a respeito desta política, vem da forma como a violência é vista fora de suas fronteiras.

Para a maior parte do mundo, a percepção dos acontecimentos é no sentido de isolar Israel. Israel é visto (mais no mundo árabe) como a parte que usa armas sofisticadas para manter uma Ocupação ilegal. Os israelenses são vistos como a parte que usa armas americanas para violentar a população civil. Israel é o agressor e não mais o Davi israelense contra o Golias árabe. Por outro lado, os palestinos são vistos como uma população levada às raias da desesperação. Num ambiente de desespero, quando a pessoa é empurrada contra o parede e privada de qualquer aparência de humanidade, atos desesperados tornam-se comuns. Para a maior parte do mundo, a violência usada na perseguição de um fim para a Ocupação é vista como legítima, diante da esmagadora opressão.

A resistência palestina é comparada à resistência francesa contra a ocupação nazista, na II Guerra Mundial. Os palestinos são vistos como heróis no Oriente Médio e na maior parte do mundo. Este fato não é reconhecido de imediato dentro de Israel ou por observadores casuais nos Estados Unidos. Não importa o quanto Israel tente estigmatizar a resistência palestina, definindo-a como terrorista, pois quando Israel invade campos de refugiados com tanques e helicópteros Apache, eles é que são vistos como agressores ilegítimos.

Fora dos Estados Unidos e de Israel, garantir os meios de iniciar uma resistência armada é vista não só como legítima mas também como heróica. Assim, temos estas duas percepções contraditórias que se anulam. Mas, há um problema na atual percepção israelense. As versões israelense e americana da realidade estão começando a divergir. As razões têm mais a ver com a mudança de interesses dos Estados Unidos do que com uma visão mais simpática em relação ao sofrimento palestino. A política do “deixe-os sangrar” começou, na verdade, a agitar as ruas muçulmanas e árabes. Se a agitação crescer muito, pode desestabilizar os regimes. É isto que está provocando ansiedade em certos funcionários americanos … e certamente é uma das razões para as visitas de Cheney e Zinni à região.

Para aumentar a corrente de percepções no tocante aos israelenses e palestinos, os Estados Unidos são vistos nos mundos árabe e muçulmano em termos cada vez mais duros. A América já foi vista como personificando a grandeza, quando projetava seus valores e ideais. Hoje, a projeção de poder às custas de seus ideais minou a boa-vontade histórica que a região tinha em relação aos Estados Unidos. Também é por isso que Israel está se tornando mais isolada porque sua política baseada na raça, que se parece mais e mais com a preparada no Reichstag alemão. Eles até começaram a numerar os braços dos refugiados. Eles não são tatuados e sim marcados com tinta, uma diferença melhor para argumentos esotéricos.

As punições coletivas de aldeias inteiras, em retaliação pelos ataques suicidas, continuam normais. Estas realidades apareceram diante dos olhos das câmeras de televisão. A dor e determinação dos palestinos está crescendo em importância no mundo árabe e na Europa (100.000 pessoas se manifestaram na Itália em apoio aos palestinos). E, agora, um número crescente de americanos começa a ver Israel pelo que sempre foi: um posto avançado imposto a uma população nativa. Publicado no IAP, em 13/03/ 2002.

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