O sionismo reivindica falar por todos os judeus, porque deseja silenciar- nos .O

sionismo reivindica a Palestina como pátria, porque quer  desarraigar-nos. O sionismo reivindica ser a única defesa possível contra  um novo holocausto, porque deseja dominar- nos.

 As acções do estado israelita fizeram-nos realmente mais vulneráveis como judeus, como foi mostrado pelo aumento dos ataques anti- judaicos. Numa impressionante reviravolta, os membros duma congregação de uma sinagoga fortemente anti-sionista de Stoke Newington afirmaram que os militantes sionistas serão provavelmente responsáveis por um aumento brusco de ameaças e  ataques contra eles.

 Enquanto judeus somos supostamente obrigados a suportar um estado permanente de

guerra e a ter um “direito” risível a “retornar” a uma terra que muitos de nós nunca viram. Mas enquanto  povo que descende dos que foram assassinados no genocídio nazi e nos incontáveis pogroms – e que têm sido assassinados há algumas décadas para cá por serem judeus e por terem cometido outros “crimes” também- rejeitamos o sionismo e o tudo que  isso acarreta.

 

O sionismo é o resultado previsível  do nacionalismo, do colonialismo e do estatismo, à escala mundial.

Nascido numa altura em que o mundo estava a ser dividido e o sistema europeu de estado-nação consolidado, o sionismo é o cúmplice do poder ocidental e o flagelo dos palestinianos. A aliança sionista com o poder e  a tirania não o faz o guardião dos judeus. Tem colaborado sempre com  racistas e assassinos com o fim de consolidar a colonização de Palestina. Ao contrário, nós apoiamos aqueles que procuram derrubar ‘ os seus próprios’ governos e líderes. Nós apoiamos esforços com  potencial para minar o estado e o capitalismo. Os mais de 300 soldados israelitas que se recusaram a combater, os palestinianos resistindo no espírito basista da primeira Intifada, os activistas  internacionais que espalham  tanto as suas próprias lutas como as dos palestinianos são desenvolvimentos positivos . Entretanto, para além do médio oriente, de Argentina a Genebra, de Woomera a Campsfield, um mundo novo está a tentar expressar-se.

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