As profecias podem resultar das intuições válidas, do delírio ou do cálculo do profeta. As intuições válidas resultam do contato direto da mente do profeta com a mente divina, mas nem sempre são bem transmitidas ou interpretadas, tendo em vista as limitações impostas pela razão e pela linguagem. Ademais, o fato de revelarem conhecimento sobre coisas futuras, não significa que essas coisas venham a ter realização histórica. Tomando consciência da revelação, os seres humanos que tiverem maior grau de inteligência e bom senso, caso não desejem a realização daquilo que foi revelado, poderão mudar o rumo dos acontecimentos, mediante pensamentos e atitudes que levem a resultados opostos ou diferentes. A realização histórica da profecia acabará por depender da vontade humana e poderá funcionar, de um lado, como advertência contra os perigos que revela, e de outro, como estímulo para a realização das boas coisas que anuncia.

O delírio é uma exaltação do espírito, um excesso de paixão, que coloca o profeta no campo alucinatório, como aconteceu com João, ao escrever o Apocalípse. O cálculo resulta da premeditação do profeta, que se aproveita da sua autoridade moral para elaborar prognósticos a fim de obter determinado resultado. A profecia messiânica, por exemplo, resulta do cálculo do profeta, para reforçar o elo psicológico que mantém a nação unida, na expectativa de receber o Messias dentro da sua comunidade.

Os hebreus permaneceram 430 anos no Egito, de onde saíram para a Palestina, por volta de 1250 AC, como se esta lhes pertencesse por direito divino, porque doada a Abraão pelo deus Javé (Jwhw). Expulsaram, mataram e dominaram os nativos, com o apoio desse deus, mas, também, foram mortos e dominados por outros povos, numa sucessão de vitórias e revezes (Josué, Juízes, Reis, Crônicas). A doação divina de um território próprio (da torrente do Egito até o grande Eufrates) e a profecia da vinda de um salvador (messias) que os livrasse das ameaças externas e assegurasse o seu império sobre todos os povos, mantiveram os hebreus unidos nas suas vicissitudes históricas desde Moisés, reforçando-lhes o caráter nacional. A conquista de Canaã parecia consolidada sob os governos de Davi e Salomão, mas, veio o cisma entre as tribos de Israel, em 930 AC. Desde 722 AC, com a invasão assíria, o território foi sendo ocupado, sucessivamente, pelos babilônios, gregos e romanos, até o ano 70 DC, quando Jerusalém foi destruída e o povo judeu disperso pelo mundo.

Antes do domínio romano, Judas Macabeu libertara a Judéia, em 175 AC, que experimentou um século de independência, até 63 AC, quando foi invadida pelo exército de Pompeu. Essa lembrança aumentava a ansiedade dos judeus pela vinda de um Messias que os livrasse do jugo romano. Jesus apresentou-se, mas, não foi aceito, porque se recusava a liderar um movimento armado e pregava uma nova doutrina. Crucifixaram-no. Após séculos de dispersão, os judeus obtiveram no século XX da era cristã, um território delimitado na Palestina, por decisão da ONU, com o apoio do embaixador brasileiro.

Fundaram o Estado de Israel. Tão logo se sentiram fortes, os judeus invadiram território árabe, instalando ali suas colônias. Mataram prisioneiros no Sul do Líbano. Equipados com armas de fogo, continuam a matar civis palestinos, estes armados de pedras de arremesso manual.

A partir da década de 60, do século XX, os judeus começam a tirar proveito das suas vicissitudes históricas e da desgraça do chamado holocausto, sacrifício de vidas humanas no altar do nazismo, alardeando-as de modo persistente e constante, através de filmes, reportagens, documentários, livros e artigos, valendo-se de todos os meios de comunicação social e de cerimônias públicas, para mantê-las vivas na memória dos povos e, assim, obter a simpatia do mundo, ao mesmo tempo em que no campo político e econômico, seus líderes civis e militares agem de modo violento e imperial, com a cumplicidade e o apoio dos EUA, como se a tanto aquelas desgraças do passado lhes dessem permissão.

Tais desgraças constituem o carma coletivo da nação judia, por ela provocada mediante atitudes de ingratidão, arrogância, intolerância e violência, como estas que ora presenciamos, ou como aquelas que culminaram com a crucifixão de Jesus, o Cristo.

Antonio Sebastião de Lima é advogado, juiz de direito aposentado e professor de Direito Constitucional
e-mail: anselima@hotmail.com

Leia também A indústria do holocausto (do mesmo autor)

A indústria do holocausto

No dia 22/1/2001, em programa noturno de TV da Globo News, o repórter Lucas Mendes entrevistou, em Nova York, Norman Finkelstein (salvo engano, essa é a grafia do sobrenome), professor de história e autor do livro “A indústria do holocausto”, editado e publicado nos EUA. O professor declara-se judeu. Seus pais foram prisioneiros de um campo de concentração nazista, Auschwitz, ao que parece, mas, sobreviveram ao extermínio em massa.

Não há notícia de versão em português desse livro, nem de sua circulação no Brasil. Daí a interessante e espantosa coincidência entre o assunto abordado pelo professor e a matéria de um artigo publicado na seção “Opinião”, da TRIBUNA DA IMPRENSA, em 11/1/2001, intitulado “Os judeus e a ilusão messiânica”. Nesse artigo era abordado o espírito oportunista, mercantilista e imperialista do governo e de parcela do povo do Estado de Israel. Por um lado, os judeus alardeavam as suas desgraças, principalmente o holocausto, com farta propaganda por todos os meios de comunicação, para cativar a simpatia do mundo.

Em momento algum, reconheciam que essas desgraças decorriam da sua própria conduta passada, do seu meterialismo, da sua violência e da sua arrogância. Por outro lado, com o apoio e a cumplicidade dos EUA, invadiam território árabe, submetiam e massacravam a população civil, usando os mesmos argumentos de Hitler: necessidade de espaço vital como defesa de possíveis agressões dos vizinhos.

Em sua entrevista, o professor Norman, judeu e filho de judeus, trata do mesmo assunto, no mesmo diapasão, porém, com novos ingredientes. Segundo o professor, os judeus, em sua maioria, valem-se do holocausto para tirar proveito econômico com as indenizações milionárias. Percebendo essa notável e milionária fonte de renda, os judeus começaram a aumentar o número de sobreviventes. Na época da guerra, esse número girava em torno de 25 mil judeus. Passados 50 anos, esse número subiu para quase 800 mil. Ao invés de diminuir com o passar dos anos, o número aumentou, sem que ninguém notasse o milagre. Certamente, dos 6 milhões que teriam morrido, 775 mil ressuscitaram.

Digna de nota foi a avidez com que as organizações judaicas se atiraram sobre os cofres dos bancos suíços, reclamando para si tudo que ali fora depositado por alemães ao tempo da guerra. Como diz o ilustre professor, os judeus acham-se as únicas vítimas da guerra, ou, então, as vítimas mais importantes. Ignoram e desprezam solenemente os outros povos que também sofreram sob a crueldade nazista, do ponto de vista econômico, físico e moral. O entrevistado revela, ainda, que os valores arrecados costumam ficar nas organizações judaicas, em proveito das suas lideranças, sem repasse às pessoas físicas que realmente sobreviveram aos campos de concentração. Qualifica esses líderes de “bandidos”.

Interessante, ainda, o conselho dado ao professor, quando moço, por sua mãe, para que sempre examinasse o ponto de vista oposto, evitando a visão unilateral das coisas. Ao combater o nazismo, que lesse a obra de Hitler. Para uma mulher que padecera nos campos de concentração, o conselho desvelava uma personalidade forte, um espírito aberto e de elevado senso ético. O filho seguiu o conselho da mãe, abandonou o radicalismo marxista e hoje inclui nas suas lições de história, o capítulo VI, do livro “Minha luta”, de Adolfo Hitler, sem que isso tipifique apologia ao nazismo. Apesar disso, o professor diz que a comunidade judaica de Nova York não gostou do seu livro e reagiu de modo mesquinho, dificultando seu ingresso no corpo docente das universidades americanas.

A entrevista mostra um homem de tranqüila coragem, sem ódio ou rancor, lúcido, culto e determinado a desmascarar os protagonistas dessa farsa gigantesca, de âmbito mundial, que alimenta a indústria do holocausto e que pretende justificar a violência do Estado israelense.

Antonio Sebastião de Lima é advogado, juiz de direito aposentado e professor de Direito Constitucional
e-mail: anselima@hotmail.com

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