por Kivunim :
OPORTUNIDADES PARA ISRAEL IMPLEMENTAR O SEU PLANO
“Uma triste e muito tempestuosa situação cerca Israel e que, por sua vez, cria desafios, problemas, riscos, mas também cria, pela primeira vez, oportunidades a longo prazo desde 1967. As hipóteses são que as oportunidades falhadas naquela altura possam ser realizáveis nos anos 80 a uma larga dimensão que não imaginávamos actualmente. A política “da paz” e o retorno dos territórios, acabando com a dependência dos EU, funciona como o prelúdio da realização de novas opções criadas por nós. Desde 1967, todos os governos de Israel limitaram os nossos objectivos nacionais e estreitaram as nossas necessidades políticas, por um lado, e por outro lado lançaram opiniões destrutivas na região que neutralizam as nossas capacidades tanto cá como no estrangeiro. Dando passos para o enfraquecimento da população Árabe nos novos territórios, adquiridos no decurso numa guerra forçada contra nós, este é o maior erro estratégico cometido por Israel na manhã seguinte da Guerra dos Seis Dias. Poderíamos ter evitado todo este perigoso conflito se tivessem dado a Jordânia aos Palestinianos que vivem a oeste do rio Jordão. Fazendo isso teríamos neutralizado o problema Palestiniano que nós enfrentamos actualmente, e para o qual encontramos soluções que nem chegam a ser soluções, como compromissos territoriais e autonomias que, no fundo, significam o mesmo. Hoje enfrentamos, subitamente, imensas oportunidades para transformar e superar a situação e é isto que teremos que fazer na próxima década ou, de outra forma, não sobreviveremos como estado.”
PLANO PARA RECONQUISTAR A PENÍNSULA DO SINAI DO EGIPTO
“Recuperar a península do Sinai com as suas presentes e potenciais recursos é, portanto, a prioridade política que é obstruída por Camp David e os acordos de paz. A culpa para essas mentiras, claro, com o actual governo Israelita e os governos que cimentaram a estrada para a política do acordo territorial, foram os governos Alinhados desde 1967. Os Egípcios não precisarão de manter o tratado de paz depois do retorno do Sinai e farão tudo o que poderem para regressar aos braços do mundo Árabe para a URSS no sentido de ganhar apoios e suporte militar. A ajuda Americana é garantida apenas por pouco tempo, nos termos da paz, e a debilidade dos EU tanto em casa como fora trará uma redução nessa ajuda. Sem petróleo e sem as receitas que daí advém, com as actuais despesas, não chegaremos a 1982 debaixo das presentes condições e teremos de agir no sentido de regressar à situação anterior que existia no Sinai antes da visita de Sadat e do enganador acordo de paz assinado em Março de 1979.Israel não quebrará o acordo unilateral, nem hoje, nem em 1982, a não ser que seja duramente pressionado política e economicamente e o Egipto proporcione a Israel a desculpa de tomar o Sinai de volta para as nossas mãos pela quarta vez na nossa curta história. O que sobra, por sua vez, é uma opção indirecta. A situação económica no Egipto, a natureza do regime e a sua política “pan-Árabe”, trazer-nos-à uma situação depois de Abril de 1982 na qual Israel será forçada a agir directa ou indirectamente no sentido de voltar a ganhar o controle sobre o Sinai, como uma estratégica, económica e energética reserva a longo prazo. O Egipto não constitui um problema militar estratégico graças aos seus conflitos internos e poderá ser conduzido para a situação de guerra de 1967 em menos de um dia.”
Os planos de Israel para fragmentar os Estados árabes estão esboçados:
“Egipto: O Egipto, com a sua actual política doméstica, já é um cadáver, tendo em conta a crescente abertura Muçulmano-Cristão. Partir o Egipto territorialmente em distintas regiões geográficas é o objectivo da política de Israel nos anos Oitenta na Frente Oeste.O Egipto está dividido e espedaçado em muitos tipos de autoridade. Se o Egipto “cair”, países como a Líbia, o Sudão e até outros mais distantes não continuarão a existir nos seus moldes actuais e acompanharão a queda e a dissolução do Egipto. A visão de um Estado Cóptico Cristão no Egipto superior juntamente com alguns estados mais fracos com um poder muito localizado e sem um governo centralizado até à data, é a chave para um desenvolvimento histórico que só foi estabelecido pelo acordo de paz, mas que parece inevitável a longo prazo.
Líbano: A total dissolução do Líbano em cinco províncias serve como precedente para todo o mundo Árabe, incluindo o Egipto, a Síria, o Iraque e a península Árabe e já está a seguir esta pista. A dissolução, mais tarde, da Síria e do Iraque em áreas únicas, tanto étnicas como religiosas, como no Líbano, é o objectivo prioritário para Israel na frente oriental a longo prazo, enquanto que a dissolução do poder militar nesses estados serve como objectivo prioritário a curto prazo.
Síria: A Síria partir-se-à, de acordo com a sua estrutura étnico-religiosa, em diversos estados como actualmente o Líbano de maneira a que haja um estado Alawi Shiita ao longo da sua costa, um estado Sunita na área de Aleppo, outro estado Sunita em Damasco, hostil ao seu vizinho do norte, e em Druzes elevar-se-à um estado, e até mesmo no nossos Golans, e certamente em Hauran e no setentrional Jordão. Este estado de coisas será a garantia, a longo prazo, para a paz e para a segurança na área, e esse objectivo já nos está no íntimo para o alcançar actualmente.
Iraque: O Iraque, rico em petróleo, por um lado, e com problemas internos, por outro, é garantidamente um candidato a um dos alvos de Israel. A sua dissolução é ainda mais importante para nós do que a Síria. O Iraque é mais forte que a Síria. A curto prazo, é o poder do Iraque que constitui um grande problema para Israel. Uma guerra Irão-Iraque deitará o Iraque abaixo e causará a sua queda interior antes que ele próprio seja capaz de se organizar numa frente contra nós. Assistiremos, a curto prazo, a todos os tipos de confrontação “inter-Árabe” e isso incurtará o caminho para o mais importante objectivo de fragmentar o Iraque em grupos como na Síria e no Líbano. No Iraque, a divisão em províncias baseada nas linhas étnico/religiosas como na Síria no tempo do Otomanos é possível. Por isso, três (ou mais) estados existirão em volta de três cidades maiores: Basra, Baghdad e Mosul, e áreas Shiitas no sul separarão as Sunitas e as dos Kurdistão do norte. É possível que a presente confrontação Irão-Iraque venha a depender desta polarização.
Arábia Saudita: Toda a península Árabe é uma natural candidata à dissolução devido às pressões internas e externas, e o assunto é inevitável especialmente na Arábia Saudita. Indiferente se a economia baseada em resíduos de petróleo fique intacta ou fique diminuída a longo prazo, as fracturas e as falhas internas são um claro e natural desenvolvimento à luz da presente estrutura política.
Jordânia: A Jordânia constitui um objectivo estratégico imediato e a curto prazo, mas não a longo prazo, pois não constitui uma verdadeira ameaça depois da sua dissolução, o termo do longo reinado do rei Hussein e a transferência de poder para os Palestinianos a curto prazo.
Não existem possibilidades da Jordânia continuar a existir, a longo prazo, com a presente estrutura, e com a política de Israel, ambos em Guerra e em paz, deverá ser dirigida na liquidação da Jordânia debaixo do presente regime e a transferência de poder para a maioria Palestiniana. Mudando o regime para Este do rio causará igualmente o termo do problema dos territórios densamente povoados com Árabes a Oeste do Jordão. Tanto em condições de guerra como em paz, a emigração vinda dos territórios e o autêntico congelamento demográfico e económico existente neles, são as garantias para possíveis alterações em ambos os lados do rio, e nós temos o dever moral de sermos activos no sentido de acelerar este processo num futuro próximo. O plano de autonomia deverá ser também rejeitado, assim como qualquer compromisso ou divisão dos territórios, dando os planos do PLO aos próprios Israelo-Árabes, o plano Shefa’amr de Setembro de 1980, não é possível ir viver neste País na presente situação sem separar as duas nações, os Árabes para a Jordânia e os Judeus para as áreas a Oeste do rio. Uma genuina paz e co-existência reinarão sobre a terra somente quando os Árabes perceberem que sem as regras da lei Judaica entre a Jordânia e o mar eles nunca terão direito à existência nem à segurança. Uma nação só deles e a segurança só serão conseguidos na Jordânia.
Dentro de Israel a distinção entre as áreas de ’67 e os territórios à sua volta, esses de ´48, teve sempre significado para os Árabes e actualmente já não tem significado para nós. O problema deve ser visto na sua totalidade sem quaisquer divisões como as de ’67. Deve ser claro, debaixo de qualquer futura situação política ou constelação militar, que a solução do problema dos Árabes indígenas virá somente quando eles reconhecerem a existência de Israel em fronteiras seguras ao longo do rio Jordão, como justificação para a nossa sobrevivência nesta época tão difícil, e na época nuclear em que entraremos brevemente. Já não é possível viver com três-quartos da população Judaica na densa linha da costa, o que é muito perigoso numa época nuclear. A dispersão da população é, portanto, um objectivo estratégico da mais alta ordem; por outro lado, nós acabaremos por existir dentro de quaisquer fronteiras. Judeia, Samaria e a Galileia são o nosso solo garantido para existência nacional, e se nós não nos transformar-mos em maioria nas áreas montanhosas, não dominaremos o País e seremos como os Cruzados, que perderam a sua terra que até nem era deles, e nas quais, para começar, eles foram estrangeiros. Rebalançar o País democraticamente, estrategicamente e economicamente é o objectivo central e mais importante da actualidade. Tomar posse da linha divisória de águas nas montanhas desde Beersheba até à Galileia Superior é o objectivo nacional criado estrategicamente e que é estabelecido na parte montanhosa do País que está hoje vazia de Judeus.”
***