Se compararmos o nosso planeta com um corpo humano, os Estados Unidos da América, certamente seriam as células cancerosas que se alastram pelo corpo, contaminando o mundo inteiro, com seus preceitos e idéias capitalistas. O imperialismo americano ameaça todos os países que não compartilham o “ideal” americano, o tão falado sonho americano,
é apenas o pesadelo dos países subdesenvolvidos…
Um país tomado como referência, citado como exemplo, altíssima qualidade de vida, o lar dos sonhos realizados.

CLICK AQUÍ E VEJA A VERDADE DOS EUA
DEMORA UM POUCO PARA APARECER
MAS VALE A PENA VER !!!!!!!!!!

 

Bush
O CORPO da Legi
ão

Podem vestir seus coletes à prova de balas. O presidente George W. Bush se pronunciou. Ele quer uma “mudança de regime” na Palestina, assim como quer uma “mudança de regime” no Iraque. Ele lê os relatórios preparados pelo governo israelense para a imprensa e os reproduz fielmente nas declarações que faz ao povo americano. O premiê israelense, Ariel Sharon, quer a destruição e a demissão de Iasser Arafat. Bush quer o mesmo. “A paz requer uma liderança palestina nova e diferente para que um Estado palestino possa nascer”, disse Bush ao povo americano, cada vez mais assustado enquanto espera pelo próximo apocalipse.

Bush não impôs condição nenhuma a Israel. Não exigiu o fim da construção contínua de assentamentos judaicos em terras árabes. Depois de aceitar que a Cisjordânia ocupada é apenas “disputada”, ele não pediu o fim das “incursões” militares israelenses. Não prometeu impor penalidades se os israelenses deixarem de cumprir alguma condição.

Em seu chamado por “transparência” palestina, Ariel Sharon exigiu que a reforma seja mais do que cosmética ou uma tentativa de preservar Arafat. E o que Bush diz? Ora, que a reforma palestina “deve ser mais do que mudanças cosméticas ou uma tentativa velada de manter o status quo”. A única coisa que ele oferece aos palestinos é uma reprodução do que os israelenses mandam os palestinos fazer. A impressão que passa para estes é de um escárnio cruel.

Nunca houve um Estado “interino”, muito menos um Estado “provisório”. Essas são fantasias dos israelenses – e de Bush. “Representantes” da Casa Branca – poderíamos nos aventurar a adivinhar quem são – acham que um “Estado” palestino poderá ser “alcançado” no prazo de 18 meses. Deixemos de lado o fato de que o direito internacional não prevê nenhuma entidade assim.

Repassemos mais uma vez a parte mais crucial – e mais desonesta – das declarações de Bush.

“Quando o povo palestino tiver novos líderes, novas instituições e novos arranjos de segurança com seus vizinhos”, ele nos disse, “os EUA vão apoiar a criação de um Estado palestino cujas fronteiras e determinados aspectos de sua soberania serão provisórios até serem decididos como parte de um acordo final no Oriente Médio”.

Vejamos o que isso quer dizer: quando os palestinos tiverem eleito um líder que Israel quer – condição essa que pode levar até o final dos tempos para ser satisfeita -, os EUA vão apoiar um Estado palestino cuja própria existência não vai significar nada, a não ser que Israel aprove o que esse Estado quer fazer. Em outras palavras, os EUA serão o porta-voz de Israel em qualquer negociação. Um número crescente de americanos sabe que está sendo feito de otário por seu próprio governo e sua própria imprensa, que a política externa de seu país está sendo manipulada de modo a dar apoio máximo a um país, e um apenas, no Oriente Médio.

Nunca antes uma população ocupada foi liderada por uma pessoa tão patética quanto Iasser Arafat. Está ficando cada vez mais evidente que ele não fracassou em seu dever como líder palestino. Ele fracassou em seu dever como agente colonial atuando com procuração de Israel – logo, dos EUA – na Cisjordânia e na faixa de Gaza. Ele teve tempo de sobra para provar sua lealdade ao Ocidente, aos EUA, a Israel. Tinha sido incumbido de garantir a segurança à toda prova dos assentamentos de Israel. Não consegue mais controlar o povo que deveria controlar e terá de abandonar a cena, para ser substituído pelo líder de nossa escolha.

Bush insultou os palestinos e enfureceu os líderes do mundo árabe. Quem se importa com estes últimos? A maioria foi indicada por nós mesmos. Mas tenho a impressão de que os palestinos não vão aceitar essa bobagem. E é por isso que, mais do que nunca, serão condenados e tachados de “terroristas”.


Terroristas

Elites necrófagas nutrem-se de atentados e de guerras que lhes sucedem. Só o terrorismo pode fornecer legitimidade e sentido a um mundo que chega às últimas raias da intolerância, da ganância e do cinismo. O terrorismo não passa de uma exacerbação das tendências auto-destrutivas da sociedade capitalista. Degradação ambiental, desigualdade social, racismo e indiferença estrutural são problemas de quem, afinal? Quem financiou, encobriu ou infiltrou terroristas senão as próprias potências que se dizem agredidas?

O terrorismo em nome de causas coletivas ou religiosas foi fragmentado e enquadrado pelas Seções de Assalto dos conglomerados S.A.. Líderes históricos foram assassinados seletivamente. Lideranças cegas assumem o seu lugar. Mercenários e fanáticos são conduzidos aonde bem se entende. Fazem o que lhes mandam ou o que lhes é permitido. Os alvos dos atentados são civis em áreas de circulação difusa. Os explosivos atingem o cotidiano, o modo de vida do “Ocidente” materializado em centros comerciais, aeroportos, estações de trem, conjuntos residenciais. A modernidade precisa se contrapor ao caos total para enfim se legitimar.

O inimigo invisível pode aparecer em qualquer lugar e em qualquer momento. Se o demônio é o outro, santificado seja o eu mesmo. A sociedade de mercado erige-se sobre uma panóplia de egocentrismos. A mercadoria como espelho narcísico. O consumidor não resiste a si refletido nas vitrines. A missão civilizatória do capitalismo precisa ser cumprida e ser levada aos quatro cantos do mundo. Ai dos infiéis que recusarem a globalização! Todos precisam ser livres para vender livremente sua liberdade! Operação “Liberdade duradoura” no Afeganistão. Operação “Liberdade do Iraque”. Até mesmo a liberdade de 1776 diria: em meu nome não!

Matadouro: quem é o próximo da fila ?

“O programa nuclear iraniano coloca em risco a segurança mundial”. Islamismo e radiotividade, são uma combinação explosiva, alertam os falcões, admiradores confessos de Goebbels. A fórmula é ainda mais perigosa no Irã, o país que a partir de 1979 comete o crime de gerir e administrar suas próprias reservas de petróleo.

A OPAQ, depois da decapitação de Bustani, tem como missão prioritária a criminalização definitiva do Irã, como Estado terrorista e malfeitor. No comando da Organização para a Proscrição de Armas Químicas, Rogelio Pfirter, um diplomata argentino com excelente trânsito na City londrina e também junto à comunidade de informações israelense. É a antecipação da nova ONU que vem por aí. A estratégia terrorista “anti-terror” começa a ser devidamente institucionalizada. O Governo genocida de Israel, não contendo sua ansiedade, levantou novamente a acusação de que o Irã é o responsável pelos atentados ocorridos em Buenos Aires que fizeram voar a sede da AMIA(1992) e a embaixada israelense(1994).

A maior especialidade do Mossad, serviço secreto israelense, é a infiltração, direta ou através de mercenários de origem árabe. A tríplice fronteira é um cenário ideal para suas ações clandestinas. Em meio ao contrabando, à licenciosidade, corrupção crônica, a operação para-terrorista pode se diluir na paisagem. E há uma significativa comunidade árabe local pronta para ser levada ao fogo.

Recorta-se uma facção virtual do Hezbollah, milícia que luta contra Israel no sul do Líbano. O Ansarallah “aparece” e depois “desaparece”, como convém. À margem das cataratas do Iguaçu o dinheiro jorrou torrencialmente. Policiais e autoridades argentinas foram subornadas e acumpliciadas.

Os atentados em Buenos Aires serviram para desestabilizar os acordos de paz promovidos por Clinton e Rabin. O primeiro sofreria um longo desgaste político interno e o segundo tombaria
pelas mãos assassinas de um judeu ortodoxo sob proteção dos órgãos de segurança israelenses. A aliança entre a linha dura dos EUA e a de Israel mostrava-se factível e operacionalizável.

No final a culpa é transferida ao Irã, porque apoia oficialmente o Hezbollah. Não poderia faltar, é claro, a conexão com a onipresente Al Qaeda e seu curinga Bin laden. Agentes da Polícia Federal e da Agencia Brasileira de Inteligência, terceirizados por Telaviv ou Washington, agora fazem questão de confirmar a passagem do vilão pelo país, fato categoricamente negado há poucos meses atrás.

Em toda guerra a primeira vítima é a noção de realidade

Qual pode ser a “realidade” do terrorismo quando a mesma é ditada exatamente por aqueles que se beneficiam de suas ações? Que outra realidade é possível senão aquela que for conveniente aos senhores da guerra e do capital? A grande mídia a quem pertence? Há um Tribunal Penal Internacional isento e efetivo? Quem define quem é terrorista?

Falsos Scuds iraquianos atingem países vizinhos. Atores canastrões rendem-se como se fossem soldados iraquianos. Resíduos tóxicos e contaminantes são encontrados na França e na Austrália. O simulacro vai à guerra. A desinformação é a única verdade. Anos de inspeção não foram suficientes para encontrar armas de destruição em massa no Iraque. Agora, depois de destruído em massa, como não haveriam de surgir as tais provas?

Excomunhão, encarceramento, tortura e fogueira. A Santa Inquisição do grande capital não admite desvios de conduta e de lucratividade. O santo ofício dos serviços secretos revela a face dos heréticos. Mais um espetáculo de demonização, só que agora em cadeia mundial. Apocalipse anunciado do multilateralismo e da democracia. A primeira fogueira se acende no Oriente Médio. A “chama santa” se espalhará por todo o mundo, dizem convictamente os cavaleiros da Ku Klux Klan.

Prometeu, amargurado, se arrepende de ter roubado o fogo do Olimpo. Tarde para remendar. Mas cedo para começar tudo de novo. A guerra começou? A luta pela vida após a guerra e o capitalismo também.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.